Dos pelos pubianos e a gestão pública
Trouxe, pelo menos à mim, uma visão diferente dos sentimentos sadomasoquistas tão cultuados e admirados mundialmente pelos adeptos desta prática tão tupiniquim.
Sim, no mundo globalizado, moderno, vibrante e mutante, pelos pubianos vão além de seu significado mais comezinho.
Ele significa negócio. E de exportação. Trazendo divisas para cá. Lá fora, é conhecida como “brazilian wax”. Isto se deve ao estilo de nossos biquinis, produto genuinamente nacional, que obrigam as mulheres a se depilarem mais do que o usual. Digamos assim, mais estreita. Cavada, como pediu a narradora do texto em questão.
Mas mesmo sendo um negócio, e muito bom negócio diga-se de passagem, ainda assim é polêmico. E quem trouxe mais um vislumbre deste negócio polêmico estes dias foi a turma do CQC (Custe o Que Custar). O quadro “Trabalho Forçado” obriga seus convidados e participantes a realizarem atividades que os mesmos não estão muito familiarizados. Convidada como protagonista, a ex-vereadora da terra da garoa e atual subprefeita da Lapa (um bairro daquela capital) Soninha Francine viveu seu momento de glória. Não adepta do sadomasoquismo (pois arrancar pelo com cera quente só pode significar isso – o binômio dor/prazer), até então diz que nunca tinha se auto-flagelado.
Bisonhamente, pôs-se a aplicar a tortura em algumas cobaias, arrancando risadas e lágrimas. Só não se sabe se as risadas foram de alegria ou de dor.
Ainda fomos brindados com um momento para lá de íntimo. Comovente até.
Diz a moça que foi a primeira vez que fez aquilo. Até gostou. Talvez tivesse gostado porque não teve que ficar na posição de borboleta e nem de ladinho, muito menos segurando a “banda” (nádega, para os não iniciados no assunto).
Mas é isto que chama a atenção. As más línguas das pessoas que ali vivem dizem que nem na época do bandeirante Afonso Sardinha, a quem Padre Anchieta solicitou ajuda à época para defender o Pátio do Colégio do ataque dos índios Carijós, esteve tão paulistano bairro em condições tão deploráveis. Buracos, sujeira, enchentes, camelôs e toda sorte de problemas multiplicam-se mais do que pelos pubianos em barriguinhas tão simpáticas.
Sorte dos moradores da Lapa que a ousada administradora Soninha não cultiva o hábito de depilar-se a “la brazilian wax”. Por que aí sim ficaria comprometido o tanto do cerébro que ainda permite que possa ser feito algo positivo.
Na dúvida, é melhor ela não depilar-se. O resultado pode ser desastroso para a sociedade local.
José Brain
Olá Herbet!
ResponderExcluirMuito legal esse "papo de depilação", mas infelizmente nós mulheres somos obrigadas a passar por essa seção de tortura! Tudo pela estética! rsrs
E obrigada pelo comentário que fez em meu blog! valeu pelas dicas! Eu confesso que não sei quase nada sobre os blogs, mas estou me interando! Qualquer dúvida posso gritar? rsrs
Abraços e sucesso também com o seu blog!