OFICINA NA COPA

OFICINA NA COPA

 

||| 14 de junho DE 2026 ||| domingo ||| dia mundial do doador de sangue ||| * Reflexão: “Um pouco de desprezo economiza bastante ódio.” (Jules Renard) |||

Bem vindo

Bem vindo

O Dia Mundial do Doador de Sangue é comemorado anualmente em 14 de junho. O objetivo desta data é homenagear a todos os doadores de sangue e conscientizar os não-doadores sobre a importância deste ato, que é responsável pela salvação de milhares de vida. A data foi criada por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2014, e o dia escolhido é uma homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner (14 de junho de 1868 - 26 de junho de 1943), um imunologista austríaco que descobriu o fator Rh e várias diferenças entre os diversos tipos sanguíneos. Dia Mundial do Doador de Sangue Quem pode doar sangue? Para doar sangue, a pessoa deve estar enquadrada dentro de algumas características específicas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS): Homem ou mulher entre 16 e 68 anos; Ter acima de 50 quilos; Não ter Hepatite B, Hepatite C, Doença de Chagas, Sífilis, AIDS (HIV), HTLV; Estar bem alimentado e descansado; As parturientes devem esperar entre 90 e 180 dias após o parto; Se estiver gripado, esperar no mínimo 7 dias após a recuperação para poder doar; Após uma doação, as mulheres devem esperar 90 dias para fazê-lo novamente; enquanto os homens devem esperar 60 dias. Doação de sangue no Brasil No Brasil, segundo a campanha #PartiuDoarSangue, apenas 1,8% da população se dispõe a doar sangue, enquanto o ideal seria 5%. Esse cenário vem mudando com as sucessivas campanhas de esclarecimento junto à população para que aumente no número de doadores de sangue em todo país.

pensamento dia

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Frase

Frase
Charles Pierre Baudelaire (Paris, 9 de abril de 1821 — Paris, 31 de agosto de 1867) foi um poeta, ensaísta, tradutor e crítico de arte francês. É considerado um dos precursores do simbolismo e reconhecido internacionalmente como o fundador da tradição moderna em poesia, juntamente com Walt Whitman, embora tenha se relacionado com diversas escolas artísticas. Sua obra teórica também influenciou profundamente as artes plásticas do século XIX. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Baudelaire)

 

sábado, 13 de junho de 2026

O Peso da Camisa ou do Nervosismo? O Diagnóstico Comportamental da Estreia da Seleção

 


Além da Tática: A Ansiedade como Freio na Estreia do Brasil

Enquanto a mídia esportiva tradicional se apressa em destrinchar pranchetas, calcular porcentagens de posse de bola ou caçar polêmicas vazias em coletivas de imprensa — em busca do clichê perfeito que renda as manchetes bombásticas do dia —, o verdadeiro diagnóstico da estreia do Brasil na Copa do Mundo passa por uma camada muito mais profunda e menos óbvia: a comportamental.

O empate em 1 a 1 contra o preparado time de Marrocos, no MetLife Stadium, não foi um acidente de percurso tático. Foi o reflexo consolidado de um sintoma que já vinha se desenhando nos amistosos pré-Copa: um grupo de atletas talentosos cujo ímpeto natural foi visivelmente sufocado pelo peso do ambiente e da responsabilidade com a fama de pentacampeão mundial, acrescida de ser a primeira Copa, como titulares, de pelo menos seis atletas que eram reservas ou sequer integravam o elenco em 2022.

O Diagnóstico: O Impacto Fisiológico da Pressão

No futebol de alto rendimento, a linha que separa o ápice técnico do erro crasso é medida em milésimos de segundo. Ficou visível, principalmente no primeiro tempo, que o tempo de reação dos jogadores brasileiros estava uma fração de segundo atrás do ritmo dos marroquinos. Isso não é falta de capacidade física; é pura psicologia aplicada à fisiologia. Sabe-se que a ansiedade e o nervosismo provocam uma tensão que trava as reações musculares, gerando imprecisão e lentidão na tomada de decisão.

O resultado em campo foi um festival de passes errados em demasia, perdas constantes nos duelos individuais de corpo a corpo e chegadas atrasadas nas disputas de espaço. No segundo tempo, com a poeira emocional minimamente assentada, o time conseguiu esboçar uma melhora, mas ainda assim ficou muito aquém do nível desejável para o potencial que esse grupo possui e que todos sabemos que eles podem entregar.


O Contraste Coletivo: A Cumplicidade de Marrocos

Enquanto o Brasil sofria isolado em suas individualidades travadas pela tensão, Marrocos entregava um show de espírito coletivo, precisão de passes e determinação nas disputas individuais. Um padrão tático e comportamental chamou a atenção principalmente no primeiro tempo e no terço final da partida: cada vez que um jogador marroquino recebia a bola, imediatamente pelo menos dois companheiros se aproximavam em condições reais de recebê-la.

Essa dinâmica de apoio constante, que lembrou o famoso "tiki-taka" do Barcelona de Guardiola (2008–2012), oferece saídas rápidas e esvazia a pressão adversária. O Brasil, preso em seu próprio travamento dinâmico, não conseguiu ler ou marcar essa movimentação elementar durante todo o jogo. Como consequência, Marrocos ditou o ritmo e manteve-se como o verdadeiro "dono da bola".

A bagagem de Ancelotti para curar o "Fator Subjetivo"

É justamente nesse cenário midiático de "terra arrasada" que a figura de Carlo Ancelotti se impõe. A aparente falta de paciência do treinador na coletiva pós-jogo — confrontada por perguntas plenas de clichês e algumas até patéticas, que buscavam apenas a provocação para gerar manchetes — diz muito sobre o tamanho do desafio. Ancelotti sabe que o problema que tem em mãos não é apenas técnico; é eminentemente subjetivo.

Se existe um técnico no futebol mundial com estofo, inteligência emocional e liderança para corrigir essa deficiência comportamental e, consequentemente, os encaixes técnicos, é Don Carlo. Sua irritação não é soberba; é o incômodo de um gestor que identifica onde o nó está atado e se depara com um debate externo raso e caça-cliques.

O Caminho à Frente

A Copa do Mundo é um torneio de tiro curto que não perdoa lamentações, mas que também premia a evolução gradual. O ponto somado contra o adversário mais difícil do grupo precisa ser valorizado.

O confronto contra o Haiti, na Filadélfia, surge como o cenário ideal não apenas para buscar a vitória, mas para destravar a mente dos atletas. É hora de, além de fazer gols para ocupar a posição de primeiro do Grupo C, recuperar a velocidade de reação e devolver a este grupo o ímpeto natural que o trouxe até aqui.

Para isso, ouvir a psicóloga da comissão técnica, Marisa Santiago, será um passo fundamental. Junto à consagrada bagagem de gestão humana de Carlo Ancelotti, o papel de Marisa nesta Copa será crucial para trabalhar a inteligência emocional do grupo, ajudando a "soltar" a mente dos atletas para que o tempo de reação e a precisão voltem a fluir já na próxima partida.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

O espetáculo sequestrado: a bola rola sob a sombra da omissão da FIFA, na Copa 2026





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Em nome do futebol puro: por que não podemos nos calar, neste início de Copa?
 
A bola começou finalmente a rolar, mas o verdadeiro espetáculo da Copa do Mundo de 2026 corre o risco de acontecer fora das quatro linhas — ou em manifestações explícitas dentro delas. O que estamos presenciando nos bastidores é uma profunda vergonha para qualquer amante do esporte. O governo norte-americano transformou o maior espetáculo da Terra em um cenário de restrições arbitrárias, hostilidade migratória e uso político.

É inexplicável, injustificável e de baixíssimo nível. Delegações inteiras, árbitros e torcedores — que conquistaram o direito legítimo de estar ali, honrando as bandeiras de seus países — estão sendo recebidos com desrespeito na casa que deveria acolhê-los. Vimos coisas deploráveis e toscas neste início de evento, como os problemas com o árbitro somaliano e as restrições impostas à delegação do Irã.

Não estou aqui para protestar contra o governo de Donald Trump em si; as escolhas políticas dos americanos são problema deles. Protesto, sim, porque o esporte mais popular do mundo está sendo vilipendiado justamente na sede principal do torneio, e a dona do show está calada.

O que torna o cenário ainda mais revoltante é o silêncio covarde da FIFA. A federação finge neutralidade enquanto o evento é usado como palanque de sportswashing, mostrando que o dinheiro dos patrocinadores pesa mais do que os direitos humanos. Ao aceitar passivamente os bloqueios de vistos e o clima de intimidação, a liderança da entidade lava as mãos e se recusa a defender a integridade da sua própria competição. Quem garante, por exemplo, que o ICE (serviço de imigração americano) não se posicione nos portões dos estádios caçando torcedores em busca de indocumentados?


Em nome dos amantes do futebol puro, precisa-se de uma Copa sem politicagem. Mas, diante dessa passividade, o tiro da FIFA vai sair pela culatra: o protagonismo vai mudar de mãos. Tudo indica que as partidas serão palcos de protestos massivos e legítimos de jogadores, árbitros e torcedores.

Se essas manifestações acabarem suplantando o objetivo final e o brilho técnico do torneio, a culpa jamais será de quem protesta em nome da dignidade. A culpa será exclusivamente de quem permitiu que o futebol fosse sequestrado e transformado em blindagem ideológica. Essa não será apenas a Copa dos 48 países; será, acima de tudo, a Copa da resistência contra a omissão dos engravatados.

O novo espaço "Oficina na Copa" estará de olho na bola, mas não fechará os olhos para a história. Pelos gramados, pelas bandeiras legítimas e pelo futebol puro: o jogo começou, mas a resistência, pelo menos aqui, também.

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terça-feira, 26 de maio de 2026

Convocação de Neymar: ato de legítima defesa de gestão pragmática


Esqueça o debate político, as polêmicas extracampo e as paixões cegas que costumam nublar as discussões sobre o futebol brasileiro. Para entender a convocação de Neymar por Carlo Ancelotti para o Mundial de 2026, precisamos descer da arquibancada e entrar na sala de reunião do conselho de administração. Olhar para essa decisão estritamente como um CEO olharia para um plano de contingência corporativa revela uma verdade incômoda para muitos: trata-se de um ato de legítima defesa da competitividade da Seleção Brasileira.

Em gestão, a legítima defesa ocorre quando as circunstâncias do mercado forçam um líder a abandonar o "planejamento ideal" e adotar uma "estratégia de sobrevivência agressiva" para proteger o seu core business — que, neste caso, é trazer o hexa.

1. O fator "Escassez Crítica de Recursos"

 Toda organização sólida opera baseada em uma previsão de entrega e alocação de talentos. O plano original de Carlo Ancelotti para a Seleção era claro: uma transição tática veloz, apoiada na explosão de jovens talentos. No entanto, o mercado real impôs severas restrições. As graves lesões de Rodrygo e do jovem Estêvão, além de Militão, representaram o pior cenário para a comissão técnica: a perda inesperada e simultânea de ativos-chave às vésperas da grande entrega, três prováveis titulares.

Quando uma empresa perde seus principais diretores de projeto no momento mais crítico do ano, o gestor pragmático não busca soluções experimentais no mercado de balcão; ele traz de volta quem conhece o processo de ponta a ponta e está disponível.

Convocar Neymar no cenário atual não é um prêmio pelo passado ou um ato de nostalgia barata. É pura mitigação de danos. Na falta de peças de reposição com o mesmo peso técnico, Ancelotti busca um "porto seguro" para garantir a continuidade operacional do time.

2. O Cenário "Zero Neymar": O Risco da Alternativa Descartada

Na ciência da gestão, a escolha de um caminho só se justifica plenamente quando calculamos o risco da alternativa descartada — o chamado custo de oportunidade. Se Ancelotti cedesse ao clamor público, pela "renovação total" e descartasse o camisa 10, a comissão técnica enfrentaria três crises operacionais imediatas:

  • A Sobrecarga dos Ativos Jovens (O Para-Raios Invertido): Sem a figura centralizadora de Neymar, a pressão psicológica de carregar o Brasil em uma Copa não desapareceria; ela apenas mudaria de endereço. Toda a cobrança desabaria sobre os ombros de Vinicius Junior e de garotos em formação, como Endrick. Sem um escudo, os talentos do futuro seriam expostos ao tribunal público no primeiro resultado negativo.

  • O Gargalo Tático no Meio-Campo: Sem um organizador cerebral, a Seleção se tornaria unidimensional, dependente apenas da velocidade de escape pelas pontas. Contra seleções europeias que defendem em blocos baixos, o Brasil sofreria com a falta de um "Arquiteto" para abrir espaço na planilha defensiva adversária.
  • O Vácuo de Liderança no Caos: Uma Copa do Mundo é um torneio de tiro curto onde o imponderável acontece. Na hora da pane no sistema (um gol contra, uma expulsão), jovens talentos tendem a acelerar o jogo de forma errada. O pragmatismo de Ancelotti sabe que, às vezes, o maior valor de um ativo sênior em um projeto de crise não é o que ele produz quantitativamente, mas a estabilidade emocional que ele transmite para o resto da equipe. 

3. O Acordo a Quatro Paredes: Redefinindo o Escopo do Ativo

O sucesso dessa estratégia depende, fundamentalmente, do desenho do escopo de trabalho. Neymar, de 2026, tem 34 anos e o desgaste natural de uma carreira de alta performance. Colocá-lo para jogar 90 minutos em alta intensidade seria um erro primário de cálculo de depreciação de ativo.

Carlo Ancelotti, amplamente conhecido como "Don Carlo", construiu um dos currículos mais impressionantes e pesados da história do futebol mundial. Ele ostenta o feito único de ser o único treinador a vencer o campeonato nacional nas cinco principais ligas da Europa (as "Big Five"), além de ser o maior vencedor da história da UEFA Champions League como técnico. Somando sua trajetória, Carlo Ancelotti ergueu a taça da Champions League impressionantes 5 vezes como treinador (3 pelo Real Madrid e 2 pelo Milan), além de outras 2 vezes em seus tempos de jogador pelo próprio Milan.

A engenharia de pessoas, de Ancelotti — célebre por gerenciar grandes egos no Real Madrid, no Milan, Chelsea, Bayern de Munique, Paris Saint-Germain e na Juventus — funcionará por meio de um pacto silencioso de liderança. Vamos procurar visualizar a reunião entre Ancelotti e Neymar.  a quatro paredes, na Granja Comary:

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O Cenário: Sala de Reuniões da Comissão Técnica

Uma mesa, duas xícaras de café expresso, um tablet com dados de mapa de calor e scouts de desgaste físico da temporada. Sem assessores, sem câmeras.

Ancelotti: (Abaixa os óculos de leitura, recosta-se na cadeira com a calma de quem já viu de tudo no futebol e dá um gole no café) — Neymar, sente-se. Vamos falar de negócios. Sem rodeios, porque nós dois temos pouco tempo e uma Copa para ganhar. Eu não te trouxe aqui pelo que você fez em 2014 ou 2018. Eu te trouxe porque, olhando para o mercado que tenho à disposição hoje, com Rodrygo e Estêvão fora, você ainda é o ativo mais valioso que o futebol brasileiro produz no terço final do campo. Mas as regras do jogo mudaram.

Neymar: (Cruza os braços, inclina-se ligeiramente para a frente. O olhar é atento, defensivo, mas há um respeito imediato pela figura do italiano) — Estou ouvindo, Mister. Pode mandar o papo reto. Sabe que comigo não tem curva. Voltei para o Brasil, estou bem no Santos, e se estou aqui é porque quero essa Copa mais do que qualquer um nessa sala.

Ancelotti: (Esboça um meio sorriso pacificador) — Eu sei disso. E é dessa fome que eu preciso. Mas vamos alinhar as expectativas para o seu plano de carreira neste torneio. O Neymar de 90 minutos, que corre atrás de lateral e busca a bola com os zagueiros, não existe mais para o nível de intensidade de uma Copa do Mundo. Se eu te usar assim, seu motor funde nas oitavas de final. E eu preciso de você inteiro até o último minuto da final.

Neymar: (Arqueia a sobrancelha, tocado no orgulho) — Mister, eu me cuidei. Minha preparação física no Santos foi pesada. Consigo entregar mais do que você imagina. Não vim para ser reserva de luxo ou dar palestra para os garotos.

Ancelotti: (Interrompe com um gesto suave, mas firme, com a palma da mão) — Você não entendeu. Você não será reserva de luxo. Você será o nosso fechador de contratos. O nosso Super Trunfo. Quero você em campo por 45, talvez 60 minutos por jogo. Mas serão os minutos mais importantes da Seleção. Não quero você correndo 10 quilômetros. Quero você na Zona 14, centralizado, descansado, com a mente lúcida para dar o passe que o Vinicius precisa, ou para cavar aquela falta na entrada da área que ninguém mais consegue. Eu vou desenhar o time para te proteger defensivamente. Em troca, exijo precisão cirúrgica quando a bola chegar a você.

Neymar: (Fica em silêncio por alguns segundos, processando o choque de realidade. Olha para o tablet na mesa, depois fixa os olhos em Ancelotti) — É uma gestão de carga... Você quer que eu seja o cara do último passe. O pensador.

Ancelotti: — Exatamente. Menos volume, mais impacto. E tem outra coisa, a mais importante: a braçadeira de capitão não é sua. As coletivas de imprensa difíceis após uma imprevista derrota não serão suas. Eu vou colocar o Marquinhos e o Alisson para levarem as pancadas da mídia. Quero você longe do barulho institucional. Toda a sua energia psicológica deve ser gasta em criar gols. Você lidera os garotos tecnicamente. Deixa que eu e os veteranos gerenciamos o caos extracampo. Aceita o escopo dessa função?

Neymar: (Respira fundo, solta os braços e encosta na cadeira. Há uma mistura de alívio e compreensão em seu rosto. Pela primeira vez em 12 anos de Seleção, alguém está tirando o peso do mundo de suas costas, em vez de aumentá-lo) — Sendo bem sincero, Mister... no começo da minha carreira eu bateria o pé. Mas hoje? Eu entendo. Já passei por muita coisa. Se você me der a bola limpa perto da área e os pontas voando para eu enfiar a bola, eu faço a mágica acontecer. Se é isso que o Brasil precisa para ser campeão, eu topo o trato.

Ancelotti: (Estende a mão com firmeza, selando o acordo) — Perfeito. O pragmatismo venceu. Agora vá descansar, porque o seu meio período vai ser o inferno para os europeus. 

Breve comentárioPara um Neymar maduro pelas cicatrizes do tempo, desonerá-lo do fardo de ser o "salvador da pátria" solitário funciona como um combustível. É a transição perfeita de sua carreira: menos volume de jogo, muito mais impacto estratégico. O Neymar de 2026 não é mais o motor do carro, mas sim o óxido nitroso: um recurso altamente volátil que, acionado no momento exato, garante a ultrapassagem que ninguém mais conseguiria fazer.

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4. Por que a mídia não enxerga o tabuleiro? 

Se a viabilidade desse plano de contingência parece nítida sob a ótica gerencial, por que a crônica esportiva tradicional e os grandes influenciadores da mídia evitam esse debate? A resposta está na diferença estrutural de objetivos: a mídia vive da narrativa do conflito e da polarização, enquanto a gestão vive de dados e resultados tangíveis.

Primeiro, o modelo de negócios da opinião pública moderna é alimentado pelo engajamento do ódio ou da idolatria. Tratar o retorno de Neymar como uma questão moral ("ele merece ou não?") gera cliques e debates infinitos na TV e nas redes sociais. Propor uma solução sóbria, matemática e de meio período é um argumento "chato" para a engrenagem do entretenimento.

Segundo, existe um apego dogmático ao conceito romântico de "renovação total". Analistas de organograma acreditam que gerenciar uma seleção é como jogar videogame, onde basta substituir um jogador mais velho por um mais jovem para o sistema rodar melhor. Eles ignoram a psicologia do vestiário e a engenharia das relações humanas. Nenhuma corporação saudável no mundo demite todo o seu corpo de diretores seniores de uma só vez para colocar apenas trainees na mesa de decisões estratégicas.

Por fim, a imprensa costuma analisar o futebol baseando-se no "cenário ideal", estático na lousa tática. O gestor pragmático opera no mundo real das restrições e dos imprevistos. O que a crônica chama de "retrocesso" ou "falta de convicção" de Ancelotti, a ciência da administração chama de capacidade de adaptação.

Conclusão

Ao propor a convocação de Neymar como um ato de legítima defesa, Carlo Ancelotti dá uma lição prática de liderança realista. Enquanto o mercado debate a moralidade do comportamento do ativo, o líder foca estritamente na sua utilidade em um cenário de escassez.

Não se trata de salvar a carreira de um ídolo ou de se curvar ao passado. Trata-se de usar com precisão cirúrgica a ferramenta mais afiada que se tem à disposição quando o erro significa a eliminação.

No xadrez do pragmatismo corporativo, Ancelotti está protegendo suas peças mais jovens, minimizando seus riscos e garantindo que, quando a bola apertar, a Seleção tenha em campo a lucidez que nenhuma teoria de prancheta é capaz de replicar


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Este artigo foi produzido com auxílio da IA.

domingo, 17 de maio de 2026

Médicos Sem Fronteiras, conheçam o trabalho desses heróis da caridade e do amor ao próximo.



Sou um admirador, e doador, da organização Médicos Sem Fronteiras há muitos anos. Não consigo imaginar algo mais benemérito, como contribuição humanitária, do que o trabalho deles, dirigentes, médicos e funcionários. Além da ousadia em 
desafiar governantes para prestar assistência diretamente às comunidades em circunstâncias emergenciais, em situações como conflitos armados, desastres, epidemias, fome e marginalização social; estar sempre na linha de frente; e da valentia em adentrar áreas conflituosas, mesmo sem a devida autorização oficial

Há tempos planejo produzir uma matéria (post) aqui no blog para homenagear os "Médicos Sem Fronteiras". Todo mês, na qualidade de doador, recebo as publicações deles e busco disseminá-las nas organizações em que atuo, nos locais que frequento, como consultórios médicos e repartições públicas, entre outros, visando contribuir para a captação de novos doadores.

Hoje, me senti animado para escrever este texto. Quero compartilhar com os leitores, um pouco da história dos Médicos Sem Fronteiras, que representa bem o amor ao próximo, a caridade pura e a bondade verdadeira, transformadas em ações e atitudes. Não estou a exagerar ao afirmar que a atuação da MSF é a mais alinhada, no mundo, com os ensinamentos de Jesus, tão rara de se encontrar nos tempos atuais. Leiam esses dois textos do evangelho, e comprovem.

  • "Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. [...] Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus menores irmãos, a mim o fizestes." (Mateus 25:35-40)
  • "Tudo quanto vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas." (Mateus 7:12).

Para guiar a compreensão do post, estruturei-o com base em dados extraídos dos sites da Médicos Sem Fronteiras (os links estão no final do texto). Também coloquei lá os links para aqueles que desejarem contribuir como doadores.




Médicos sem Fronteiras
(MSF, em francês: Médecins sans Frontières) é uma organização internacional, não governamental e sem fins lucrativos que oferece ajuda médica e humanitária a populações em situações de emergência, em casos como conflitos armados, catástrofes, epidemias, fome e exclusão social. É a maior organização não governamental de ajuda humanitária do mundo, na área da saúde.

A MSF proporciona também ações de longo prazo, na ajuda a refugiados, em casos de conflitos prolongados, instabilidade crônica ou após a ocorrência de catástrofes naturais ou provocadas pela ação humana. A organização foi criada com a ideia de que todas as pessoas têm direito a tratamento médico, e que essa necessidade é mais importante do que as fronteiras nacionais (com base na tese do direito de ingerência humanitária).

MSF recebeu o Nobel da Paz de 1999, como reconhecimento do seu combate em favor da ingerência humanitária. Atualmente, a organização atua em mais de 70 países e tem como presidente Joanne Liu. A Carta de MSF indica que as intervenções são realizadas em nome da ética médica universal, e não permite nenhuma discriminação de raça, religião, filosofia ou política. (Para continuar na Wikipédia, clique aqui)



Há 55 anos, Médicos Sem Fronteiras (MSF) traz o foco para pessoas afetadas por graves crises humanitárias. Levamos cuidados médicos e sensibilizamos a opinião pública sobre as dificuldades enfrentadas pelos nossos pacientes.


Independente de gênero, raça, religião, nacionalidade ou convicção política, quando a vida mais precisa de cuidados, estaremos lá. Trabalhando com neutralidade e imparcialidade, MSF reivindica, em nome da ética médica universal e do direito à assistência humanitária, a liberdade total e completa do exercício de suas atividades.


Em dezembro de 1971, médicos e jornalistas franceses uniram forças para ajudar populações em dificuldade no mundo inteiro e criaram Médicos Sem Fronteiras. Desde então, a organização desenvolveu uma abordagem médico-humanitária, atuando no coração de conflitos e desastres naturais e socorrendo as populações forçadas a fugir.


A série de documentários a seguir, remonta os anos de atuação de Médicos Sem Fronteiras e, para iniciar essa jornada de mais de meio século de ajuda-humanitária, apresentamos, em quatro episódios, “Fragmentos da história: 50 anos em zonas de conflito”:


Há 54 anos e seis meses (dezembro/1971), Médicos Sem Fronteiras (MSF) traz o foco para pessoas afetadas por graves crises humanitárias. Levamos cuidados médicos e sensibilizamos a opinião pública sobre as dificuldades enfrentadas pelos nossos pacientes.


Independente de gênero, raça, religião, nacionalidade ou convicção política, quando a vida mais precisa de cuidados, estaremos lá. Trabalhando com neutralidade e imparcialidade, MSF reivindica, em nome da ética médica universal e do direito à assistência humanitária, a liberdade total e completa do exercício de suas atividades.


Fragmentos da História

De Ruanda à Bósnia, passando pelo Iêmen, MSF é testemunha fundamental de crises e conflitos em áreas remotas. Embora o acesso às zonas de conflito tenha sido tradicionalmente uma questão crucial, o recente surgimento de grupos radicalmente hostis aos agentes humanitários parece apresentar um novo nível de complexidade. No Afeganistão ou nos países do Sahel, a ameaça de ataques ou sequestros contribui para limitar seu escopo de ação e a compreensão dessas crises.

Para MSF, que trabalha em meio a conflitos há 50 anos, é mais difícil trabalhar em uma zona de guerra hoje? Como podemos cuidar ou testemunhar, preservando nossa segurança e a de nossos colegas, pacientes e populações? Como podemos chegar o mais perto possível das populações vítimas da guerra? Sob que condições se deve ir e que riscos aceitar?

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Neste segundo episódio, mostramos qual o papel e a importância da resposta de emergência de nossas equipes após a ocorrência de desastres naturais ao redor do mundo em “Fragmentos da história: 50 anos de desastres naturais”

O trabalho de assistência realizado pelas equipes de Médicos Sem Fronteiras após a ocorrência de desastres naturais é especialmente vital quando eles causam danos humanos e materiais consideráveis, ultrapassando a capacidade de resposta local.


Responder a desastres naturais tem sido parte do trabalho de MSF por 50 anos. O terremoto no Peru, em maio de 1970, e o ciclone Bhola em Bangladesh, em novembro do mesmo ano, juntamente com o conflito armado, levaram à criação de MSF no ano seguinte. Desde então, as equipes responderam a desastres naturais em diversas ocasiões: o terremoto da Armênia (1988), o tsunami do sudeste asiático (2004), o terremoto da Caxemira (2005), o terremoto do Haiti (2010), o tufão Haiyan nas Filipinas (2013), o terremoto do Paquistão (2015) e o ciclone Idai em Moçambique (2019). As equipes enfrentaram muitos desafios, que procuraram solucionar, tanto por meio da inovação como por meio de uma melhor avaliação das necessidades das populações afetadas.


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Insegurança, violência, guerras e mudanças climáticas estão forçando as populações a se deslocarem, por vezes de forma massiva, para encontrar refúgio em lugares seguros. O deslocamento populacional necessita de uma intervenção urgente, especialmente para evitar riscos epidêmicos ligados às condições sanitárias dos locais onde as pessoas se estabelecem e aos seus estados de saúde.

Médicos Sem Fronteiras (MSF) atuou pela primeira vez em um acampamento de refugiados em 1976 na Tailândia. Na época dos deslocamentos em massa da população na Etiópia, em 1985, e na região dos Grandes Lagos da África, nos anos 90, a associação foi forçada a se tornar mais profissional. Nos anos 2000 e 2010, surgiram novos contextos de intervenção: MSF atuou com refugiados que fugiam da violência e das guerras civis na Libéria, no Sudão do Sul e na República Centro-Africana, mas também em Bangladesh e na Síria. Na Europa, o fechamento brutal das fronteiras afeta os migrantes, tanto na estrada quanto nos países de acolhimento ou de trânsito. Este novo contexto está levando MSF a mudar suas atividades e práticas com as populações em movimento: oferecendo apoio, mas também denunciando as políticas europeias de migração; prestando cuidados, mas também fornecendo apoio social e legal.

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Desde a sua criação, MSF tem sido guiada pelo desejo constante de permitir que as pessoas excluídas do acesso à saúde possam se beneficiar dos avanços médicos. Nos anos 90, MSF adquiriu ferramentas que fortaleceram sua capacidade de intervenção e lhe permitiram atuar em muitas áreas, tais como vacinação, acesso a cuidados primários e cuidados de saúde materno-infantil. No início dos anos 2000, a organização investiu em pesquisas médicas, na implementação de preços diferenciados de acordo com o país e na adaptação de protocolos para tratar o maior número de pessoas possível. Mais recentemente, as epidemias de Ebola e COVID-19 trouxeram novos desafios médicos.


Ao longo de seus cinquenta anos de história, Médicos Sem Fronteiras adquiriu sua legitimidade diretamente dos pacientes. Como organização médico-humanitária, MSF tem lutado pelo acesso à saúde para todos, tornando-se uma força motriz para a inovação.


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(1) Conheça o site de Médicos Sem Fronteiras e saiba como doar, clicando aqui. (2) Se quiser ler a transcrição completa da série documental, clique aqui. (3) Se desejar visitar o site do MSF no YouTube, clique aqui. (4) Finalmente, conheça a imagem abaixo e leia a sua legenda. AJUDE A MSF A MELHORAR A HUMANIDADE DO PLANETA.

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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Como 30 de abril virou Dia Nacional da Mulher e por que a data não 'pegou'?


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Hoje, 30 de abril, traz um item, histórico e curioso ao mesmo tempo. Oficialmente é o "Dia Nacional da Mulher", ou seja, o dia nacional da mulher, no Brasil. Todavia, a data não é comemorada pela sociedade; quase desconhecida. Foi totalmente ofuscada pelo "Dia Internacional da Mulher", comemorado em 8 de março. 

Inclusive, há, informações em sites especializados que as datas foram unificadas, mas isso não está formalizado. O Dia Nacional da Mulher (30 de abril) ainda existe oficialmente no calendário brasileiro, mas há um projeto em andamento para unificá-lo com o Dia Internacional da Mulher (8 de março). Essa mudança foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 2025, mas ainda depende de análise e aprovação final pelo Senado

As duas datas continuam distintas, mas fica a pergunta curiosa: por quê? Por que a data nacional "não pegou"?

A melhor resposta está no artigo abaixo, que transcrevi do jornal O Globo, publicado no dia 30/4/2019. Leia e conheça essa curiosidade histórica; e, se quiser, continue a comemorar o Dia Nacional da Mulher, que é legítimo e merece estar em nosso calendário de datas comemorativas. 

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Como 30 de abril virou Dia Nacional da Mulher e por que a data não 'pegou'

Tributo instituído durante a ditadura militar homenageia uma sufragista da aristocracia mineira -  30/04/2019 -

RIO - Jerônima Mesquita nasceu em 30 de abril de 1880 em Leopoldina, Minas Gerais. Aristocrata e neta do Barão de Mesquita, ela conheceu Bertha Lutz na França e, a seu lado, destacou-se na luta pelo sufrágio feminino no Brasil. Foi responsável pelas articulações políticas entre a líder Bertha e os setores do governo de Getúlio Vargas, que endossou a demanda pelo voto feminino em 1932. Foi em homenagem a Jerônima Mesquita que, já nos anos 1980, durante a ditadura militar, foi instituído o Dia Nacional da Mulher — data que, hoje, quase ninguém sabe que existe, muito menos comemora.

A historiadora e professora da Universidade de Brasília (UnB) Teresa Cristina de Novaes Marques explica como acontecia a articulação política e a relação de amizade entre Jerônima e Bertha:

— A Bertha Lutz foi designada para a delegação brasileira na Conferência da ONU, em 1944, mas quem vai ao Itamaraty articular essa participação e esta ida da Bertha à ONU foi a Jerônima. Se a Bertha tinha a eloquência, dominava línguas estrangeiras e assumia posições, a Jerônima era uma pessoa que fazia as pontes, ela tinha trânsito na elite. Era uma articuladora das relações políticas.

Junto de Bertha Lutz, Jerônima foi uma das fundadoras da Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher, em 1918, que, em 1922, com a mudança no estatuto, daria origem à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, declaradamente feminista e principal grupo de luta institucional pelo sufrágio feminino no Brasil.

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Jerônima era 'vista como elitista, distante'

A especialista da UnB explica que, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, as duas amigas se aproximaram do governo ao notar uma disposição em ceder a pautas do feminismo.

— A característica da Federação é que elas usavam os canais institucionais para construir alianças. Não faziam manifestações públicas, o que gerava antipatia em quem fazia. Eram vistas como elitistas e distantes — afirma Teresa Cristina. — No fundo, essa contenção na atitude pessoal ajudou a chegar perto dos homens do poder. Era uma estratégia, mas era uma atitude em que elas acreditavam. Era uma questão de estilo do feminismo: filosofia, atitude corporal, origem social das pessoas, pautas prioritárias.

A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino se aproximava em ideologia do feminismo liberal. Enquanto viveu na Europa, Jerônima integrou como voluntária a Cruz Vermelha de Paris e, posteriormente, a Cruz Vermelha Suíça.

No Brasil, ela ajudou a fundar a maternidade Pró-Matre, no Rio de Janeiro, que tinha como objetivo atender gestantes de baixa renda. Fundou o movimento bandeirante no Brasil e era ativista anti-álcool.

Postura conservadora após o golpe de 64

A partir do golpe de 1964, as feministas da Federação tomaram posturas conservadoras e se aproximaram do governo militar, em termos de ideologia.

— Elas estavam incompatíveis com a renovação do movimento feminista que acontece a partir dos anos 1970. Não enxergavam o movimento como uma forma válida, por uma questão de filosofia, de geração. Mudam as gerações, mudam os valores, e elas não se viam representadas — afirma a pesquisadora Teresa Cristina.

O projeto de lei que cria o Dia Nacional da Mulher foi apresentado pelo deputado federal do MDB João Menezes, em 1979, e sancionado pelo presidente João Figueiredo em 1980.

Confira trecho da justificativa da proposta de lei: "Escolhemos o dia 30 de abril para comemorar o Dia Nacional da Mulher pelo fato de ser época preferida pelo Conselho Nacional de Mulheres do Brasil, desde o ano de 1972, que teve na pessoa de dona Jerônima Mesquita uma de suas maiores líderes e fundadoras de instituições filantrópicas como a Federação das Bandeirantes do Brasil, a Cruz Vermelha Brasileira, a Pró-Matre, o Serviço de Obras Sociais, além de entidades culturais como o Conselho Nacional de Mulheres do Brasil, Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, Associação Brasileira de Educação e Instituto Brasil-Estados Unidos. Agraciada, entre outros, pelo Governo brasileiro, com a Ordem Nacional do Mérito"."E, acima de tudo", continua o texto de justificativa, "a instituição do Dia Nacional da Mulher serve como marco do reconhecimento de todo o ser humano pela presença inestimável da mulher em todos os setores da atividade humana".

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