||| 26 de setembro DE 2026 ||| sábado ||| Celebrações do dia: # Dia de São Cosme e São Damião # Dia dos Primos # Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares # Dia Mundial de Prevenção da Gravidez na Adolescência # Dia Nacional do Deficiente Auditivo ||| # Reflexão: “A esperança é o sonho do homem acordado.” – Aristóteles . |||

 

Bem vindo

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O Dia dos Primos é comemorado anualmente em 26 de setembro no Brasil. A data, cuja origem é incerta, tem o objetivo de homenagear um dos últimos graus de parentesco de uma família: os primos. Além do parentesco, os primos costumam compartilhar uma característica especial: fazem parte da mesma geração familiar e, muitas vezes, crescem convivendo em festas, férias, aniversários e outros encontros. Para muitas pessoas, essa convivência transforma o vínculo familiar em uma verdadeira amizade. O grau de parentesco dos primos Para o Direito, os primos são considerados parentes colaterais de quarto grau, ou seja, não possuem relações familiares diretas, mas os seus descendentes se cruzam. De acordo com o parentesco colateral, todo o primo é de quarto grau. Ao contrário do que muitos pensam, não existem primos de "segundo grau" ou "terceiro grau". Ou seja, a partir de um ponto de visto jurídico, os filhos dos nossos primos já não são considerados membros da família, apenas, claro, por consideração e afeto.

O Dia de São Cosme e Damião é comemorado em 27 de setembro, ou em 26 do mesmo mês. O motivo de haver duas datas explica-se porque o calendário oficial da Igreja Católica considera o 26 de setembro, mas como em 27 de setembro foi inaugurada uma basílica em homenagem aos santos, em Roma, muitas pessoas celebram a data nesse dia. São Cosme e Damião eram irmãos gêmeos e médicos. Ambos são conhecidos como os santos padroeiros dos médicos e dos farmacêuticos, além do que são santos protetores das crianças. O Dia de São Cosme e Damião também é comemorado em 27 de setembro pelos seguidores do candomblé, xangô, xambá, umbanda e batuque. Em algumas religiões os santos são reconhecidos como erês, que são espíritos de crianças. Por isso, nos terreiros, celebra-se a alegria e a inocência. Por serem protetores das crianças, o dia de São Cosme e Damião é comemorado tradicionalmente com a oferta de doces aos pequeninos como demonstração de fé. Muitos fiéis quando alcançam uma graça através dos santos pagam suas promessas distribuindo guloseimas. História de São Cosme e Damião São Cosme e Damião Cosme e Damião eram dois irmãos árabes, gêmeos, que residiam na região da Ásia Menor. Filhos de uma família nobre, acredita-se que seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio. Viveram durante o século III, embora a sua data de nascimento seja incerta. Eles eram médicos cristãos e demonstravam grande compaixão pelos doentes, seres humanos e animais, curando-os sem exigir recompensa. Ficaram conhecidos como inimigos do dinheiro e, posteriormente, foram acusados de serem inimigos dos deuses romanos, pois diziam que eles curavam através de feitiçaria. Por esse motivo, os jovens foram condenados à morte por ordem do Imperador Diocleciano, por volta do século IV d.C. Os restos mortais encontram-se na Síria, em uma basílica construída para os santos. A partir do século V, na região do Mediterrâneo, o culto aos santos já estava estabilizado. No Brasil, a devoção aos santos foi trazida com os portugueses para o Brasil e misturou-se à cultura africana. Com o sincretismo religioso, os negros africanos escravizados cultuavam a imagem de São Cosme e Damião como se fossem os correspondentes aos orixás gêmeos Ibejis. Já no ano de 1530, construiu-se a primeira igreja em homenagem aos santos na cidade de Igarassu, em Pernambuco. Oração a São Cosme e Damião “São Cosme e Damião, que por amor a Deus e ao próximo vos dedicastes à cura do corpo e da alma de vossos semelhantes, abençoai os médicos e farmacêuticos, medicai o meu corpo na doença e fortalecei a minha alma contra a superstição e todas as práticas do mal. Que vossa inocência e simplicidade acompanhem e protejam todas as nossas crianças. Que a alegria da consciência tranquila, que sempre vos acompanhou, repouse também em meu coração. Que a vossa proteção conserve meu coração simples e sincero, para que sirvam também para mim as palavras de Jesus: 'Deixai vir a mim os pequeninos, porque deles é o Reino do Céu'. São Cosme e Damião, rogai por nós. Amém

pensamento dia

pensamento dia

Frase

Frase
Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985), foi uma poetisa e contista brasileira. Considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras, teve seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, publicado em junho de 1965,[1] quando já tinha quase 76 anos de idade, apesar de escrever seus versos desde a adolescência.[2][3] Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Cora_Coralina)

 

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Pedrinho conduz o Vasco a um dia histórico: a esperança volta a São Januário

 

25 de setembro: o Vasco volta a olhar para o futuro

Há mais de vinte anos, a torcida do Vasco espera por dias em que possa falar do futuro sem que a esperança pareça um ato de teimosia. Hoje, 25 de setembro de 2026, é um desses dias: a empresa de Marcos Lamacchia venceu o leilão da SAF vascaína, dando um passo decisivo para assumir o futebol do clube.

A notícia pertence, antes de tudo, à torcida. Ela atravessou rebaixamentos, dívidas e promessas frustradas sem abandonar a Cruz de Malta. Esteve em São Januário e, longe dele, sofreu, cobrou, voltou no jogo seguinte. A fidelidade vascaína resistiu até quando parecia não haver mais razões para acreditar.

Também é dia de reconhecer Pedrinho e sua diretoria. Ex-ídolo dentro de campo, ele assumiu a presidência diante das consequências da desastrosa venda da SAF à 777. Segurou o touro na unha, enfrentou uma crise capaz de comprometer o futuro do Vasco e conduziu a busca de uma saída. Sua liderança e seu trabalho de gestão merecem ser lembrados na história do clube — e, um dia, contados em livro.

Ainda há etapas a cumprir antes da conclusão da venda. Serão só formalidades, será o apito final. Mas hoje podemos celebrar o que já aconteceu e era o principal. Após tanta espera, o Vasco deu um passo enorme para voltar a ser dono de seus sonhos.

Aos que nunca soltaram a Cruz de Malta: este dia é nosso.




segunda-feira, 21 de setembro de 2026

“Alma Penada” no mundo corporativo

 


A Síndrome da Alma Penada

Autor: Herbert Drummond

Você já leu uma entrevista ou ouviu uma declaração de alguém que deixou recentemente um cargo importante, mas continua falando da antiga organização como se ainda estivesse lá? Critica decisões, sugere providências, comenta os bastidores e, não raro, tenta orientar quem ficou.

Chamo esse comportamento de "Síndrome da Alma Penada". A expressão é uma metáfora de minha autoria, não um diagnóstico clínico. Ela descreve a situação de quem deixa uma função de comando, mas não consegue se desligar das lembranças, das pessoas, dos rituais e, sobretudo, da identidade que construiu naquele ambiente. 

A imagem vem da antiga ideia da alma que, inconformada com a morte, continua vagando entre os vivos. No mundo corporativo, a pessoa já não pertence à organização, mas ainda não aceitou inteiramente a separação. Permanece entre dois mundos: perdeu o papel anterior e ainda não construiu um novo. Por isso, ronda antigos corredores, procura ex-assessores, acompanha decisões que já não lhe cabem e oferece conselhos que ninguém pediu. Em resumo, "morreu", mas não percebe e volta para "assombrar" os vivos.

Pode parecer caricatura, mas esse comportamento é mais comum do que imaginamos. E sei disso não apenas por observação: eu mesmo já fui uma “alma penada”.

Há muitos anos, fui exonerado, pela primeira vez na carreira, de uma função elevada. Choque! Custei a aceitar a nova realidade. Passei a procurar antigos assessores, sugerir encontros e almoços, comentar as novidades que me chegavam e até indicar como determinados problemas deveriam ser tratados. Voltei algumas vezes ao local de trabalho, sem avisar, para “visitar” os colegas, saber das últimas notícias e dar palpites.

Em minha cabeça, eu preservava relações e oferecia experiência. Na prática, começava a invadir um espaço que já não era meu.

Um dia percebi que estava atrapalhando. As pessoas — inclusive as mais próximas — recebiam-me por educação, respeito e consideração pelo passado. Tinham novas responsabilidades, novas lealdades e, provavelmente, novos problemas. Minha presença as colocava numa situação desconfortável: eu ainda me comportava como integrante de uma estrutura da qual já havia sido afastado.

A percepção foi dolorosa, mas libertadora. Compreendi que o vínculo afetivo podia permanecer; a autoridade, não. Desde então, jamais voltei a um antigo local de trabalho para rondar decisões, recolher novidades ou comentar assuntos da função que deixei. Nem para visita, nunca mais.


Refleti muito. Foi doído, mas passei a entender melhor o mecanismo. Quando alguém ocupa por muito tempo uma posição de destaque — sobretudo quando essa é sua primeira experiência desse tipo —, o cargo pode deixar de ser apenas algo que a pessoa exerce e passar a fazer parte do que ela acredita ser. Perder a função significa perder, de uma só vez, poder, status, renda, rotina, visibilidade, deferência e parte das relações que pareciam amizades. Não se perde apenas uma cadeira; perde-se uma identidade.

A sociologia chama de saída de papel o processo de desligamento de uma função central para a identidade e de reconstrução da vida em um novo papel. Quando essa passagem não se completa, nasce o limbo: o indivíduo já é um “ex”, mas continua pensando, falando e agindo como se o antigo título ainda o acompanhasse.

Nas organizações públicas e privadas, vemos ex-presidentes, diretores e gerentes tentando prolongar informalmente a influência que já não possuem. Alguns telefonam para antigos subordinados em busca de informações; outros criticam cada decisão dos sucessores; há quem preserve uma agenda social inteiramente construída em torno do velho cargo. Nem sempre existe má-fé. Muitas vezes, há luto, medo do anonimato e dificuldade de imaginar quem a pessoa será sem aquela função. Mas a dor da perda não autoriza a invasão do espaço alheio.

A organização também precisa saber administrar essa passagem. Uma despedida respeitosa, a transferência clara de responsabilidades e a definição de limites ajudam a evitar ambiguidades. Aos que ficam, cabe consideração sem submissão; aos que saem, gratidão pelo passado, sem pretensão de continuar governando o presente.

Rebaixamentos, aposentadorias, derrotas eleitorais, mudanças de carreira e até o fim de um casamento podem produzir fenômeno semelhante. Em todos esses casos, existe a tentação de permanecer emocionalmente instalado numa realidade que já terminou.

O risco é transformar uma fase de transição em residência permanente. Quem passa anos revivendo o cargo perdido fecha as portas para outros papéis, outras relações e outras formas de reconhecimento. Fica tão ocupado em assombrar o passado que não percebe o futuro esperando do lado de fora.

O primeiro passo para deixar de “penar” é aceitar uma frase difícil: acabou. Não acabou a experiência acumulada, nem o valor pessoal, nem a capacidade de contribuir. Acabou aquele mandato, naquela estrutura, sob aquelas condições. Experiência é patrimônio; cargo é circunstância.

Escrevo este relato especialmente para os profissionais da minha geração e das que vieram depois. Se minha experiência servir para que alguém reconheça a tempo os primeiros sinais dessa armadilha, ela terá cumprido uma de suas melhores funções: transformar um erro pessoal em aprendizado coletivo.

Depois vem a tarefa mais importante: construir uma nova identidade que não dependa do antigo crachá. Isso pode significar outra carreira, um projeto pessoal, atividade voluntária, estudo, mentoria — desde que solicitada — ou simplesmente uma vida menos subordinada ao poder e ao reconhecimento profissional.

Resiliência ajuda, mas não é um passe de mágica. A travessia exige consciência, limites, tempo e disposição para abandonar a antiga “realeza”. Em alguns casos, apoio profissional pode ser necessário para lidar com o luto, a ansiedade ou a depressão decorrentes da ruptura.

Conheci pessoas que permaneceram por muito tempo nesse limbo. Conheci também muitas outras que conseguiram “ressuscitar”, reorganizar a vida e construir trajetórias até mais ricas do que a anterior. A diferença começa quando se aceita que seguir em frente não apaga a história: apenas impede que ela se transforme numa prisão.

No fim das contas, a paz chega quando deixamos o passado ocupar o lugar que lhe pertence e começamos a cuidar, com humildade e coragem, da nossa próxima “encarnação”.

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Este artigo contou com o apoio do ChatGPT na revisão do texto e do Nano Banana na criação das imagens ilustrativas.


Nota editorial

Base conceitual acrescentada: a noção sociológica de role exit ou “saída de papel”, desenvolvida por Helen Rose Fuchs Ebaugh em Becoming an Ex: The Process of Role Exit. A referência serve para sustentar a intuição do artigo sem transformar a expressão “Síndrome da Alma Penada” em diagnóstico psicológico.


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Este post foi publicado no blog há tempos e estava “escondido” no baú de antiguidades da Oficina de Gerência. Reencontrei-o e lhe dei uma completa repaginada: é outro texto, sem perder o foco do tema. Espero que agrade aos novos leitores.


domingo, 20 de setembro de 2026

Ritmo Circadiano? Qual é o seu? Conheça a sua importância.

 



Interessante que esta semana li um texto que falava em "ciclo circadiano" e eu me dei conta de que, apesar de ter uma ideia do que fosse, não tinha maiores informações sobre o assunto. 

Navegando daqui  e de lá, apareceu na minha frente o artigo abaixo, na Folha de São Paulo. Como não acredito em coincidências, pensei logo: é para publicar no blog. E cá estamos. 

Peço ajuda ao meu caro parceiro do ChatGPT (meu parceiro mesmo, sabe mais do blog do que eu. 😎) e ele manda para mim, mais ou menos a introdução abaixo, que eu ajustei e publico.

Nosso corpo talvez seja o mais complexo e eficiente sistema de gestão que conhecemos. Sem percebermos, bilhões de células, órgãos e funções trabalham de forma coordenada, obedecendo a horários, prioridades e ciclos cuidadosamente organizados. 

Coordenando essa operação silenciosa está o chamado ritmo circadiano — o nosso relógio biológico. É ele que ajuda a determinar quando sentimos sono ou fome, em que momentos estamos mais alertas e como o organismo distribui, ao longo do dia, tarefas essenciais à manutenção da vida.

O artigo da BBC News Brasil, publicado pela Folha de S.Paulo (abaixo), explica como funciona esse sofisticado mecanismo de gerenciamento interno e mostra por que respeitar o tempo do corpo não é apenas uma questão de rotina, mas também de equilíbrio e saúde.

Leiam, conheçam, aprendam e, principalmente, apliquem.


Logo: Jornal Folha de S.Paulo

BBC News Brasil

Por que temos fome perto da hora do almoço e sentimos sono ao anoitecer?

A resposta está no nosso ritmo circadiano – popularmente conhecido como relógio biológico –, que regula as atividades diárias do organismo num período de (aproximadamente) 24 horas.

Este mecanismo interno está presente em todos os seres vivos – e mantém nosso corpo funcionando dentro de um cronograma, dia e noite, onde quer que você esteja.

"Essencialmente, é a representação biológica interna de um dia", explica Russell Foster, professor de neurociência circadiana da Universidade de Oxford, no Reino Unido, à BBC Radio 4.

A luz do Sol ajuda a sincronizar nosso relógio biológico interno com o mundo lá fora
A luz do Sol ajuda a sincronizar nosso relógio biológico interno com o mundo lá fora - Getty Images

"Ele oferece uma estrutura temporal para nossa biologia funcionar efetivamente. Temos que entregar a substância certa, nas concentrações certas, para os órgãos certos, na hora certa do dia. E é nosso relógio biológico, nosso sistema circadiano, que nos permite essa organização temporal, essa estrutura temporal."

Ele dita, portanto, o ritmo de praticamente todas as oscilações que acontecem no nosso organismo – na temperatura corporal, na pressão arterial, nos níveis de hormônio, na produção de urina, na frequência cardíaca, e por aí vai.

E assim nos orienta em relação à melhor hora do dia para determinadas atividades, como dormir, comer e pensar.

Onde fica este relógio?

Nosso ritmo circadiano é regido por um relógio-mestre localizado no cérebro – mais especificamente, no NSQ (núcleo supraquiasmático), dentro do hipotálamo.

E cada célula do corpo, por sua vez, tem seu próprio relógio, os chamados relógios periféricos, que seguem o ritmo do relógio-mestre.

"O relógio-mestre age um pouco como o maestro de uma orquestra, produzindo uma batida temporal regular, a partir da qual todas as bilhões de células do corpo, em todos os sistemas de órgãos do corpo, coordenam esta atividade rítmica e a alinham à rotação da Terra de 24 horas", explica o especialista.

Mais de 24 horas

Mas nosso relógio interno não tem exatamente 24 horas. De acordo com Foster, os ponteiros giram um pouco mais rápido ou devagar, dependendo do indivíduo.

Para sermos mais precisos, um estudo da Universidade de Harvard, nos EUA, mostrou que o ritmo circadiano tem em média 24 horas e 11 minutos – com base no monitoramento diário dos hormônios e da temperatura corporal dos participantes.

Por isso, é preciso acertar diariamente os ponteiros do nosso relógio-mestre, de modo que fiquem em sincronia com as 24 horas do dia.

E é a nossa exposição diária à luz do Sol – ou melhor, ao ciclo natural claro (dia) / escuro (noite) – ue nos mantêm sincronizados com o mundo exterior, ajustando nosso relógio interno.

Basicamente, um grupo de células fotossensíveis presentes na retina do olho detecta a luz ambiente, fornecendo informações por meio do nervo óptico ao cérebro sobre a duração do dia e da noite – que ajuda a garantir que nosso relógio interno seja mantido em sincronia com o dia astronômico de 24 horas.

Sem este mecanismo, os 11 minutos a mais do nosso ritmo circadiano se acumulariam e você acordaria e iria dormir um pouco mais tarde a cada dia.

Por que é importante

A vantagem adaptativa de ter um relógio interno é permitir que nosso organismo antecipe certos eventos previsíveis – como o ciclo de sono-vigília e as refeições, por exemplo – e se prepare para eles.

Quando anoitece, nosso corpo se prepara para descansar, e começa a produzir melatonina, o hormônio do sono. Ao amanhecer, no entanto, libera cortisol para que a gente desperte.


O cronograma dos hormônios da fome – leptina (responsável pela saciedade) e grelina (por abrir o apetite) – segue o mesmo princípio, ou melhor, o mesmo relógio.

De acordo com Foster, estudos recentes mostram que a liberação de leptina atinge seu pico por volta das 2h da manhã, e o ponto mais baixo ao meio-dia.

"Normalmente, os altos níveis de leptina à noite inibem o apetite para que a fome não atrapalhe seu sono."

"Enquanto isso, a grelina é secretada pelo estômago durante o dia e aumenta em antecipação às refeições", escreveu o especialista em um artigo para o jornal britânico Daily Mail.

Ele lembra que não respeitar este ritmo natural pode ter consequências sérias para o nosso organismo.

Pesquisas mostram que viver fora de sincronia pode nos deixar mais vulneráveis ​​a problemas de saúde, como infecções, câncer, obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardíacas e transtornos de saúde mental, como depressão.

É um desafio real para quem trabalha à noite, sofre de distúrbios do sono ou apresenta certas deficiências visuais que impedem que a luz chegue às células fotossensíveis da retina.

Como foi descoberto

O astrônomo francês Jean Jacques d'Ortous de Mairan, no século 18, foi um dos primeiros a levantar a hipótese de que os seres vivos possuem uma espécie de relógio interno que regula suas atividades.

Ele fez isso a partir da observação de uma planta: a mimosa, popularmente conhecida como dormideira. Quem conhece sabe que as folhas desta espécie se fecham mediante o toque ou quando anoitece (e voltam a abrir quando o dia amanhece).

E o que De Mairan percebeu por meio de experimentos foi que ao colocar a planta em um armário fechado – ou seja, na total escuridão –, suas folhas continuaram a reproduzir o mesmo mecanismo por vários dias.

"Ele viu as folhas da planta mimosa abrirem e fecharem sob condições constantes (de escuridão, por exemplo)", explica Foster.

Ou seja, não era só a luz que ditava seu ritmo, mas algo dentro dela.

Mas, de acordo com o especialista, só há cerca de 60 anos que os pesquisadores começaram a estudar esses ritmos nos seres humanos.

O conhecimento na área foi crescendo a ponto de, em 2017, três cientistas americanos dividirem o Prêmio Nobel de Medicina por desvendarem "os mecanismos moleculares que controlam o ritmo circadiano".

"Então sabemos um pouco (sobre o relógio biológico) há algum tempo, como fenomenologia. Mas a coisa realmente empolgante nos últimos 30 anos é que entendemos o que faz o relógio biológico, como os genes e seus produtos proteicos interagem para gerar uma oscilação biológica de 24 horas", diz Foster.

Selo 1 estrutura de tópicosLeia este artigo, no original, se desejar, visitando este site

Crachá estrutura de tópicosSe estiver mais interessado no tema, leia "Ciclo circadiano e sua importância na arquitetura do bem-estar"  (clique)

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

A delicada arte de fazer as pazes com o tempo

 


Envelhecer é uma experiência curiosa. O tempo vai deixando suas marcas, algumas visíveis, outras nem tanto, e aos poucos nos obriga a rever a maneira como olhamos para a vida — e para nós mesmos.

O belo texto abaixo, de autoria que infelizmente desconheço, trata desse encontro com o passar dos anos com uma combinação rara de humor, delicadeza e sabedoria. Não lamenta o tempo que passou nem tenta disfarçar suas inevitáveis consequências. Ao contrário: convida-nos a perceber que há ganhos que só chegam quando já caminhamos bastante.

Li, sorri, reconheci algumas situações e, sobretudo, gostei da serenidade que ficou depois da última linha. 

Compartilho porque envelhecer é privilégio de quem vive — e aprender a envelhecer talvez seja uma das mais interessantes experiências da própria vida.

Boa leitura.

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* Crédito da imagem ao final do post

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A Idade em Que o Tempo Senta à Mesa

 (Autor desconhecido)

Existe uma fase da vida em que o espelho começa a nos tratar com uma sinceridade quase ofensiva.

Os cabelos debandam discretamente. Os joelhos passam a emitir boletins sonoros. A memória, às vezes, resolve brincar de esconde-esconde justamente com o nome daquela pessoa que acabamos de encontrar no supermercado.

E há também o fenômeno mais cruel de todos: levantar da cadeira emitindo um “opa!” involuntário… como se a coluna precisasse de autorização verbal para funcionar.

Mas talvez exista uma beleza secreta nisso tudo.

Porque, enquanto o corpo vai lentamente negociando limites com o tempo, a alma — curiosamente — começa a ficar maior.

Mais generosa. Mais paciente. Mais humana.

Chega uma hora em que você já não tem mais pressa de vencer discussões no WhatsApp. Deixa o outro ter razão, porque descobriu que a paz é incomparavelmente mais barata do que a razão.

Você para de tentar impressionar quem não se importa e passa a valorizar, de verdade, quem fica quando as luzes se apagam.

A gesticulação muda. As urgências sossegam. O café esfria um pouco mais na xícara enquanto você simplesmente olha pela janela, sem a menor culpa por não estar fazendo nada produtivo.

É a idade em que o tempo, aquele antigo carrasco do relógio, finalmente aceita o nosso convite e senta-se à mesa para tomar um café com a gente.

Não como inimigo. Mas como companheiro de jornada.

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