Devo registrar que não foram poucas as oportunidades em que exerci cargos de confiança. Ao aludir a isso, quero apenas mostrar que esse tipo de análise – perfis de personalidades – só terá eficácia se, ao observá-las, tiver a experiência e o cuidado de lidar direta e/ou indiretamente com essas pessoas; relacionar-se, interagir com elas de forma habitual.
Essas experiências, sem dúvida, devem incluir, dentre outras atividades, o dia a dia, as emoções e os processos de tomada de decisão. Parece complicado, não? E é sim! Complicado mesmo!
Trabalhar com pessoas é sempre muito difícil, mas é a base para quem quer assumir posições de chefia e liderança. Significa que, para conduzir ou conviver com os seres humanos - seja no ambiente de trabalho ou fora dele - é necessário ter uma sólida experiência, gostar de pessoas e de resolver problemas - ou, como é conhecido popularmente, "ter percorrido muitos quilômetros de praia".
Há, sem dúvida, estudos aprofundando esses vieses de comportamentos e com diferentes nuances. Fui dar uma “passada d’olhos” no Google e encontrei inúmeros resultados para a consulta “ativos e reativos” (clique aqui se quiser ver); e você, caro leitor, terá todo direito de fazer uma pausa e perguntar-se:
“O que estou fazendo aqui, lendo este texto?”
Paciência... Fique tranquilo, não vou enunciar “receitas de bolos” de como ser ativo ou reativo. Quero, sim, destacar a importância de você usar, a seu favor, o conhecimento dos perfis de seus subordinados, chefes, opositores, sócios, colegas, amigos, parentes, seja quem for; e resolver problemas e desafios com base nessas características de cada um deles, de ser ativo ou reativo nas decisões que você tome e tenham as suas participações.
Parto do princípio de que você tem interesse em descobrir os perfis das pessoas com quem convive em seus relacionamentos; sua secretária, por exemplo, ou seu colega ao lado? São reativos ou ativos? Observe que eu não disse proativo. Esse é outro tipo de perfil.
Pensou?
Qual será a sua abordagem? Como irá fazê-lo dar o seu melhor? Como lhe apresentará o problema a ser resolvido?
Resumindo, você deverá fazê-lo sentir-se desafiado, “provocado”; e procure qual a melhor forma dele reagir no interesse da empresa e no âmbito do seu cargo. Não tenha dúvidas, se for feliz na sua narrativa, ele vai partir rapidamente para a ação que você deseja.
Se, por outro lado, o perfil do seu diretor for de uma pessoa ativa, você deverá apresentar a dificuldade de outra forma.
Parece simples? Ou parece ser algo meio... manipulador?
Diga-se de passagem: quem poderá negar que entre as ferramentas à disposição na oficina de um líder e/ou gestor não está (no bom sentido) a da ‘manipulação’ dos interesses e motivações de sua equipe?
Entretanto, no caso em tela, essa “magia” só poderá ocorrer se a colocação, por você, da dificuldade (como diretor), estiver consoante a sua leitura do perfil do seu gerente. Se apresentar o problema com os sinais trocados ou as ênfases minimizadas, não obterá os resultados que espera.
