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Quinto Horácio Flaco (em latim Quintus Horatius Flaccus, Venúsia, 8 de dezembro de 65 a.C. — Roma, 27 de novembro de 8 a.C.) foi um poeta e filósofo romano, amplamente reconhecido como um dos maiores e mais importantes poetas da Roma Antiga. Sua Odes exerceram grande influência na literatura e língua latina, e seu poema didático Ars Poetica é uma das bases teóricas da poesia de tradição clássica. A obra de Horácio, assim como a de Virgílio, foi patrocinada por Caio Clínio Mecenas com o intuito de reestabelecer a ordem após a consolidação do Império Romano por César Augusto. Por conta disso, ambos os poetas foram considerados, ao longo do séculos, como os maiores da Roma Antiga, no entanto, muitos críticos modernos rejeitam essa posição. [https://pt.wikipedia.org/wiki/Hor%C3%A1cio]


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

A "Caixinha de Ferramentas" do Futuro: As 10 Soft Skills mais requisitadas para 2025/2026

 


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Você já deve ter ouvido que "profissionais são contratados pelas habilidades técnicas, mas demitidos pelo comportamento". No cenário corporativo atual, essa máxima nunca foi tão verdadeira. No blog da Oficina de Gerência, sempre reforçamos que gerir processos é fundamental, mas a capacidade de gerir a si mesmo e as próprias interações é o que realmente define um líder de sucesso.

As chamadas soft skills deixaram de ser um diferencial para se tornarem o alicerce da carreira. Elas funcionam como uma "caixinha de ferramentas" mental que determina como lidamos com o estresse, como negociamos prazos e como reagimos às mudanças constantes do mercado. Mas, afinal, o que as empresas realmente estão buscando agora?

Para responder a isso, trago hoje ao blog, um artigo de Beatriz Pecinato, publicado na seção "Carreiras", da Folha de São Paulo, que explora as dez competências mais demandadas para 2025/2026, com base na pesquisa Leadership Outlook. Entenda como essas habilidades impactam seus resultados e, mais importante, como você pode começar a desenvolvê-las hoje mesmo.


O que são, de fato, as Soft Skills?

Segundo Christiane D'Angelo, psicopedagoga e fundadora da Potência 4.0, as soft skills são um conjunto de habilidades comportamentais, mentais e socioemocionais. Elas determinam como você atua em três esferas essenciais:

  1. Interação pessoal: Como você lida consigo mesmo.

  2. Interação interpessoal: Como você se relaciona com os outros.

  3. Interação com o mundo: Como você lida com ambientes sociais e o trabalho.


As 10 Competências que o Mercado Exige

Abaixo, detalhamos as habilidades mapeadas pelo Evermonte Institute que serão o fiel da balança nos próximos anos:

1. Comunicação e Escuta Ativa

Não é apenas falar, mas garantir que a mensagem foi compreendida. A escuta ativa exige captar, refletir e processar o que foi dito antes de responder. Comunicações truncadas são as maiores geradoras de estresse e conflitos nas equipes.

2. Inteligência Emocional

A capacidade de gerenciar as próprias emoções e as dos outros. Baseia-se em cinco pilares: autoconsciência, autogestão, empatia, automotivação e habilidades sociais. É o que permite construir relações sólidas com times e clientes.

3. Orientação a Resultados

Em um mundo cheio de distrações digitais, manter o foco em metas e objetivos é um diferencial competitivo. Profissionais proativos que se organizam para cumprir tarefas com clareza ganham destaque.

4. Resiliência

Mais do que paciência, é a capacidade de extrair aprendizados de crises e reagir para resolver o problema de fato, gastando menos energia em cada novo desafio.

5. Agilidade

Prazos curtos e mudanças rápidas exigem velocidade. Essa habilidade está ligada à capacidade de identificar e corrigir erros de forma eficaz, sem paralisar diante da falha.

6. Pensamento Crítico

Analisar informações e argumentos baseando-se em evidências. Sem pensamento crítico, o gestor não consegue avaliar riscos e consequências reais para uma tomada de decisão segura.

7. Tomada de Decisões

Vai desde grandes mudanças de carreira até as pequenas escolhas diárias. Decidir com clareza é uma habilidade que impacta diretamente a produtividade da equipe.

8. Negociação

Não se trata de "vencer", mas de chegar a acordos benéficos para todos. No dia a dia, estamos negociando prazos, ideias e recursos o tempo todo.

9. Flexibilidade

A rigidez de pensamento é um obstáculo. Ser flexível permite se adequar a diferentes contextos e, principalmente, trabalhar bem com pessoas que possuem visões de mundo divergentes da sua.

10. Criatividade

A capacidade de encontrar rotas e soluções que ninguém pensou antes. É o motor de crescimento e inovação de qualquer companhia.


Como desenvolver o que não se aprende em livros técnicos?

Não existe fórmula mágica, mas Beatriz Pecinato e os especialistas consultados sugerem três passos práticos:

  • Autoconhecimento: Identifique seus pontos fortes e onde você costuma falhar sob pressão.

  • Cultura de Feedback: Pergunte honestamente a colegas e amigos quais comportamentos seus precisam ser ajustados.

  • Estudo Contínuo: Existem mentorias e cursos focados especificamente em inteligência emocional e liderança comportamental.

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Clique aqui e conheça a seção na FSP

Veja as dez soft skills mais requisitadas pelas empresas

Beatriz Pecinato


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Se você acompanha notícias sobre o universo corporativo, não deve achar estranho ler o termo "soft skills" em mais uma matéria. De fato, esse é um assunto muito popular quando falamos sobre mercado de trabalho.

Antes, uma definição: as soft skills são um conjunto de habilidades comportamentais, mentais e socioemocionais que fazem as pessoas se comportarem desta ou daquela maneira, explica Christiane D'Angelo, psicopedagoga e fundadora da Potência 4.0 Aprimoramento de Habilidades, empresa de consultoria e treinamentos.

É como se fosse uma "caixinha de ferramentas" que os profissionais precisam ter para atuar em diversas situações, diz Eduardo Mardegan, sócio da Evermonte Executive Search e líder da operação em São Paulo.

Resiliência, criatividade e comunicação são algumas das soft skills mais requisitadas pelas empresas - Insta Photos/Adobe Stock

O nível de desenvolvimento delas determina a maneira como as pessoas atuam nessas três esferas:

  • Interação pessoal: como o indivíduo lida com questões pessoais;
  • Interação interpessoal: como se relaciona com os outros;
  • Interação com o mundo: como lida com questões que acontecem fora de si, e em diferentes ambientes sociais.

Em que momento o universo corporativo aparece nesta discussão? A terceira esfera, a da "interação com o mundo" engloba também o ambiente de trabalho.

A Pesquisa Leadership Outlook, do Evermonte Institute, mapeou quais são as dez competências mais demandadas para 2025. Explico com detalhes quais são elas a seguir:

Comunicação e escuta ativa

É a base do relacionamento humano, pontua D'Angelo. Quando mandamos ou recebemos uma mensagem — seja falada ou escrita —, ela precisa ser compreendida.


A escuta ativa não significa simplesmente ouvir o que está sendo dito, e sim captar a mensagem, refletir, compreender o que foi dito e dar uma resposta.

"Uma comunicação truncada e ineficiente, gera no ambiente de trabalho um nível muito alto de estresse e conflitos, e aí as pessoas vão muitas vezes deixando que isso chegue a situações muito indesejáveis" diz D'Angelo.

Inteligência emocional

É a capacidade de lidar, reconhecer, identificar, gerenciar e nomear as emoções, pensamentos e comportamentos dos outros e de si mesmo.

Possui cinco pilares, segundo a psicopedagoga: autoconsciência, autogestão, empatia, auto-motivação e habilidades sociais.

Saber utilizar esses fundamentos no trabalho confere ao profissional um grande diferencial. "Essa skill é importante porque é a capacidade de construir relações, e isso impacta muito nos times e na criação de relações com clientes" exemplifica Mardegan.

Orientação a resultados

É a capacidade de focar em metas, objetivos e demonstrar proatividade. Em um mundo extremamente conectado, o cérebro se perde muito facilmente (clique no link e conheça) e é difícil conseguir manter o foco.

Colaboradores com essa habilidade conseguem se organizar melhor no dia a dia e cumprir tarefas com mais facilidade.

Resiliência

Não diz respeito apenas a ter paciência com os problemas. Essa habilidade envolve extrair aprendizados de situações difíceis, se adaptar para estar mais fortalecido e despender menos energia em novos desafios.
  • "É saber lidar com as adversidades, aprender com os erros e reagir e resolver o problema de fato" pontua Mardegan.

Desenvolver essa soft skill é importante porque o mundo corporativo é instável, e é necessário ter jogo de cintura para contornar os inúmeros cenários..

Agilidade

As informações estão cada vez mais aceleradas e os prazos cada vez mais curtos, comenta Mardegan. Por isso, essa habilidade está diretamente conectada com a alta velocidade que o mercado demanda.

Além disso, essa soft skill também está ligada à capacidade de identificar e corrigir os erros de maneira rápida e eficaz.

Pensamento crítico

É a capacidade de analisar as informações, premissas, argumentos, e agir baseado em evidências. Inclusive, está diretamente ligada com a tomada de decisões.

Pensar criticamente é importante para o ambiente de trabalho porque, sem isso, os colaboradores podem não saber identificar quais informações são realmente relevantes, e não conseguir avaliar riscos e consequências necessários para tomar uma decisão.

Tomada de decisões

A primeira coisa que vem à mente quando pensamos nessa habilidade são as grandes decisões, como fazer uma pós-graduação, sair de um emprego ou mudar de estado, por exemplo.

Porém, não são apenas elas que impactam nossa vida. Essa soft skill também diz respeito às pequenas decisões tomadas todos os dias.

Negociação

Aqui, não estamos falando apenas da capacidade de fechar bons negócios, e sim da habilidade de conseguir chegar a acordos benéficos para todas as partes envolvidas nas mais variadas situações.


Exemplo: "Eu não vou simplesmente reagir, tentar impor algo, ou até me submeter a alguma coisa. Vou conversar, entender a situação e buscar uma alternativa que possa contemplar os lados envolvidos" exemplifica a psicopedagoga.

No dia a dia de trabalho, os colaboradores estão negociando prazos, projetos e ideias o tempo todo. É importante saber quando é necessário ceder, ou insistir em tarefas e objetivos.

Flexibilidade

Se você tem uma rigidez de pensamento e conduta, e só aceita fazer as coisas do seu jeito, por exemplo, pode haver uma dificuldade para se adaptar em determinados contextos.

Por isso, ser um profissional flexível é requisitado pelas companhias, porque esses indivíduos se adequam de maneira mais rápida aos diferentes desafios e conseguem interagir com facilidade com pessoas que tenham visões diferentes.

Criatividade

Profissionais com essa habilidade conseguem propor diferentes soluções e encontrar rotas que outras pessoas não pensaram antes, o que é benéfico para o crescimento das companhias.
  • Já fizemos uma edição sobre como ser uma pessoa mais criativa no trabalho. Leia aqui (clique no link e conheça).

Como desenvolver essas habilidades? Infelizmente, não existe uma fórmula mágica que te ensina a ser um profissional mais flexível ou resiliente.

Porém, é possível fazer alguns exercícios para tentar melhorar essas habilidades:

  1. Tenha consciência sobre seus pontos fortes e fracos: saber quais soft skills precisam ser aprimoradas é o primeiro passo;
  2. Peça feedback para sua equipe, amigos e família: caso não tenha certeza sobre quais pontos você precisa melhorar, fale com as pessoas que convivem com você no dia a dia e pergunte quais são suas falhas;
  3. Procure cursos ou mentorias sobre os assuntos: ler e estudar sobre as habilidades que você não domina pode lhe trazer clareza e te ajudar a desenvolvê-las

Se desejar ler o artigo no site original, clique aqui.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

A IA no Divã: Entre o Suporte Emocional e a Invasão da Mente


(Por Herbert Drummond)
Vivemos um ponto de inflexão na computação moderna, onde a Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa futura para se tornar o motor central da produtividade contemporânea. Recentemente, Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu uma visão audaciosa: a de que, embora os riscos sejam reais e exijam uma segurança rigorosa, o potencial da IA para acelerar descobertas em áreas como a biologia e a gestão de sistemas complexos é sem precedentes. 

No momento atual, a utilização destes recursos já não se limita à automação de tarefas simples, mas expande-se para uma colaboração profunda entre humanos e máquinas. O artigo a seguir explora esta nova era, analisando como o equilíbrio entre o desenvolvimento responsável — o "alinhamento" defendido pela Anthropic — e a implementação prática de grandes modelos de linguagem está a moldar o futuro das organizações e da sociedade.

Vivemos um momento em que a Inteligência Artificial deixou de ser uma ferramenta de cálculo para se tornar uma presença constante em nossa intimidade. Recentemente, um ensaio de 40 páginas publicado por Amodei, acendeu um alerta que todo gestor, líder e cidadão precisa ouvir.

Amodei, que antes via a IA como uma "máquina de amor e graça", agora descreve o que ele chama de "adolescência da tecnologia": um período turbulento onde os riscos para a nossa saúde mental e autonomia individual nunca foram tão grandes.

O "Psicólogo" que nunca dorme

Hoje, milhões de pessoas buscam na IA — como o Gemini, o Perplexity, o Deep Seek ou o ChatGPT — um aconselhamento que antes era restrito a consultórios. É compreensível: é barato, imediato e disponível 24 horas por dia.

No entanto, o "Ensaio de Amodei" - "A Adolescência da IA" -  nos alerta para o perigo da "IA psicótica". Não que a máquina sofra de biologia humana, mas ela é treinada com nossos livros, filmes e medos. Se a alimentamos com ficção sobre máquinas que se rebelam, ela pode acabar mimetizando esses comportamentos caóticos. O risco não é apenas um erro técnico, mas uma falha de "espelhamento" que pode confundir usuários vulneráveis.

O Sussurro Invisível: A Lavagem Cerebral Personalizada

Talvez o ponto mais perturbador da análise seja a capacidade de persuasão em massa. No passado, a propaganda era um martelo que batia igual em todo mundo. Com a IA moderna, a manipulação é um bisturi.

A IA conhece suas fraquezas, seu vocabulário e o momento do dia em que você está mais cansado. O texto de Amodei sugere que, sem salvaguardas rigorosas, poderíamos ser levados a uma erosão cognitiva crônica. É o desgaste silencioso da nossa capacidade de julgar a realidade, onde a máquina não nos obriga a pensar como ela, mas nos seduz a deixar de pensar por conta própria.

O que isso significa para a Gestão?

Para quem lidera equipes ou empresas, a lição vai além da tecnologia. Precisamos entender que:

  1. A IA é uma camada de influência: Ela afeta o moral, a criatividade e a tomada de decisão das pessoas.

  2. Segurança é Psicológica: No futuro, gerir uma empresa não será apenas proteger dados, mas proteger a sanidade e a clareza mental dos colaboradores.

  3. A ética não é opcional: delegar processos humanos sensíveis às máquinas sem uma supervisão ética profunda é um risco existencial para qualquer organização.

Conclusão: O Desafio da Nossa Geração

O ensaio de Amodei não traz soluções mágicas, mas nos obriga a olhar para o espelho. A IA é o reflexo da nossa produção intelectual e emocional. Se queremos máquinas que nos ajudem a evoluir, precisamos primeiro garantir que elas não sejam usadas para nos diminuir ou nos fragmentar.

A "adolescência" da IA vai exigir de nós, gestores e cidadãos, uma maturidade que ainda estamos tentando alcançar.

Por que você deve ler o ensaio original de Dario Amodei?

Embora o texto da Forbes, abaixo (autoria de Lance Eliot), cubra os pontos vitais, a leitura do ensaio completo — "A Adolescência da Tecnologia"é uma experiência necessária para qualquer líder que pretenda navegar a próxima década. Recomendo a leitura por três motivos fundamentais:
  1. A Fonte Direta do "Arquiteto": Amodei não é um observador externo; ele é o arquiteto de uma das IAs mais sofisticadas do mundo (Claude). Entender o que tira o sono de quem constrói a tecnologia é o primeiro passo para uma gestão prevenida.

  2. A Profundidade do Alerta: Com mais de 20 mil palavras, o ensaio foge das frases de efeito das redes sociais. Ele detalha como a persuasão da IA pode se infiltrar em sistemas democráticos e na psique individual de forma quase indetectável.

  3. O Exercício de Pensamento Estratégico: Mesmo que você discorde das previsões mais sombrias de Amodei, o texto exercita sua capacidade de antecipar cenários. Na "Oficina de Gerência", sempre defendemos que um gestor bem informado é aquele que olha para os riscos antes que eles se tornem crises.

Ler Amodei em 2026 é como ler sobre a ética da internet nos anos 90: um vislumbre do futuro que já começou. Não deixe que a "adolescência" da tecnologia pegue sua gestão desprevenida.

Boa leitura.

O comentário acima foi escrito por mim, com auxílio da IA, mediante um pedido para que criasse um texto de introdução ao artigo da Forbes, transcrito para o post. Fiz as adaptações e pesquisas necessárias, visto a complexidade do tema, até chegar na forma em que está, que considero será bem aceita pelos leitores. 

Por Lance Eliot

Dario Amodei, CEO da Anthropic, durante o Fórum Econômico Mundial de 2025



Na coluna de hoje, analiso um ensaio publicado recentemente pelo CEO da Anthropic, que apresenta várias afirmações intrigantes e controversas sobre os impactos futuros da IA generativa e dos grandes modelos de linguagem (LLMs).

Dentre os inúmeros pontos abordados na postagem do blog, dois aspectos notáveis se enquadram na esfera da IA e da saúde mental, e acredito que merecem uma análise mais aprofundada. Um deles diz respeito ao potencial da IA como ferramenta de lavagem cerebral em larga escala. Milhões e milhões de pessoas poderiam ser facilmente submetidas a lavagem cerebral por meio da IA moderna. O segundo aspecto se refere à possibilidade de a IA se desviar do seu curso e aparentemente se tornar psicótica.

Vamos conversar sobre isso.

Esta análise dos avanços em IA faz parte da minha coluna contínua na Forbes sobre as últimas novidades em IA, incluindo a identificação e explicação de várias complexidades impactantes da IA.


Inteligência Artificial e Saúde Mental

Para contextualizar rapidamente, tenho me dedicado a analisar e abordar extensivamente uma miríade de aspectos relacionados ao advento da IA moderna, que produz aconselhamento em saúde mental e realiza terapias guiadas por IA. Esse uso crescente da IA foi impulsionado principalmente pelos avanços e pela ampla adoção da IA generativa.

Não há dúvida de que este é um campo em rápido desenvolvimento e que oferece enormes vantagens, mas, ao mesmo tempo, lamentavelmente, também existem riscos ocultos e armadilhas evidentes nesses empreendimentos.


Contexto sobre IA para saúde mental

Gostaria de contextualizar como a IA generativa e os grandes modelos de linguagem (LLMs) são tipicamente usados de forma pontual para orientação em saúde mental. Milhões e milhões de pessoas utilizam IA generativa como consultora contínua em questões de saúde mental (observe que o ChatGPT sozinho possui mais de 900 milhões de usuários ativos semanais, uma parcela considerável dos quais recorre a aspectos de saúde mental). O uso mais comum da IA generativa e dos LLMs contemporâneos é a consulta à IA sobre aspectos da saúde mental.

Essa popularização faz todo sentido. Você pode acessar a maioria dos principais sistemas de IA generativa praticamente de graça ou a um custo muito baixo, em qualquer lugar e a qualquer hora. Portanto, se você tiver alguma preocupação com a sua saúde mental sobre a qual queira conversar, basta acessar a IA e começar a conversar imediatamente, 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Há preocupações significativas de que a IA possa facilmente sair do controle ou fornecer conselhos inadequados ou mesmo extremamente inapropriados sobre saúde mental. Em agosto deste ano, manchetes de destaque acompanharam o processo movido contra a OpenAI por sua falta de salvaguardas em relação à IA no fornecimento de aconselhamento cognitivo.

Apesar das alegações das empresas de IA de que estão gradualmente implementando medidas de segurança, ainda existem muitos riscos de que a IA possa cometer atos ilícitos, como ajudar insidiosamente os usuários a cocriar delírios que podem levar à autolesão. Como já mencionei, venho prevendo que, eventualmente, todos os principais fabricantes de IA serão responsabilizados pela falta de medidas de segurança robustas para sua IA.

Os LLMs genéricos atuais, como ChatGPT, Claude, Gemini, Grok e outros, não se comparam em nada às robustas capacidades dos terapeutas humanos. Enquanto isso, LLMs especializados estão sendo desenvolvidos, presumivelmente para atingir qualidades semelhantes, mas ainda estão principalmente em fase de desenvolvimento e teste.


Último post do blog do CEO da Anthropic

Vamos analisar um ensaio recente e relevante do CEO da Anthropic, Dario Amodei, que aborda previsões e alerta sobre inteligência artificial e saúde mental.

Você provavelmente já sabe que a Anthropic é uma das principais empresas de IA, incluindo a popular LLM Claude, e que o CEO costuma fazer comentários bastante francos sobre o futuro da IA. Em uma postagem anterior em seu blog, de outubro de 2024, intitulada “Máquinas de Amor e Graça”, o CEO focou nas possibilidades inspiradoras proporcionadas pelos avanços na IA. A ideia principal era que, apesar dos grandes riscos envolvidos, precisávamos considerar que uma IA poderosa acabaria por elevar a qualidade de vida de todo o planeta.

Seu post mais recente no blog se inclina para o lado sombrio da IA. A postagem intitulada “A Adolescência da Tecnologia: Confrontando e Superando os Riscos da IA Poderosa”, publicada em seu blog pessoal em 26 de janeiro de 2026, arrepia os cabelos daqueles que se preocupam com o futuro catastrófico da IA. Alguns sugerem que seus ensaios de outubro de 2024 e agora, de janeiro de 2026, são como extremos opostos. Outros acreditam que ele está apenas tentando desabafar sobre uma série de pensamentos pesados e está fazendo isso com calma.

Sua disposição para escrever textos longos fica evidente neste seu último ensaio. Com mais de 20 mil palavras e aproximadamente 40 páginas, é um texto impressionante. O tema principal é que a IA representa um sério desafio para a civilização. Preparem-se para o potencial fim dos tempos.

Em suma, o ensaio não traz nenhuma ideia particularmente nova. Qualquer pessoa que tenha acompanhado os debates acirrados sobre se a IA vai salvar ou destruir a humanidade já estará familiarizada com a essência de seus argumentos.


Inteligência Artificial como Lavagem Cerebral em Grande Escala

Um dos temas abordados em seu ensaio mais recente é a preocupação de que a IA possa, em última análise, fazer uma lavagem cerebral na sociedade.

A ideia geral é que, como milhões de pessoas utilizam IA generativa diária e semanalmente, é concebível que a IA possa persuadi-las a participar de um esquema de propaganda em larga escala. Isso poderia ser feito por humanos que direcionassem a IA a adotar essa tática nefasta. Talvez pior ainda seja a possibilidade de a IA decidir, por conta própria, empreender um esforço para manipular completamente grandes parcelas da população mundial.

O alcance desse controle mental poderia ser transformar completamente os humanos em escravos semelhantes a robôs ou talvez nos levar a lutar uns contra os outros e destruir a humanidade. Mesmo que não seja um controle mental total, existe uma grande possibilidade de produzir um efeito que eu chamo de erosão cognitiva crônica. A IA desgastaria o estado mental da sociedade. Lembre-se de que a IA poderia trabalhar incessantemente e nos atacar de diversas maneiras.

Segue um trecho com alguns pontos importantes de seu ensaio. “Os modelos de IA podem ter uma poderosa influência psicológica sobre as pessoas. Versões muito mais poderosas desses modelos, muito mais integradas e conscientes do cotidiano das pessoas, capazes de moldá-las e influenciá-las ao longo de meses ou anos, provavelmente seriam capazes de, essencialmente, fazer uma lavagem cerebral em muitas (a maioria?) das pessoas, levando-as a adotar qualquer ideologia ou atitude desejada. Esses modelos poderiam ser empregados por um líder inescrupuloso para garantir lealdade e suprimir a dissidência, mesmo diante de um nível de repressão contra o qual a maioria da população se rebelaria.”

Um elemento fundamental é que a IA pode atingir estados mentais individuais. Enquanto o método usual de lavagem cerebral em larga escala é muito caro ou logisticamente difícil de implementar no nível individual, a IA oferece essa nova possibilidade. Ser manipulado por uma mensagem genérica é menos eficaz do que quando ela atinge cada indivíduo de forma personalizada, levando em consideração suas sensibilidades e vulnerabilidades


Enxames de bots com IA como vetor de ataque

Um artigo publicado recentemente sobre as preocupações de que enxames de bots de IA possam confundir e desestabilizar a sociedade alertou que a democracia poderia ser seriamente prejudicada se a IA fosse utilizada dessa forma. Eu fui além, apontando que não se trata apenas da disseminação generalizada de desinformação e informações falsas, mas também da erosão cognitiva crônica que seria causada.

Além do ambiente de informação poluído, existe o dano psicológico ao nível populacional, que pode ser igualmente, ou até mais, prejudicial à sociedade. Em vez de sobrecarregar as pessoas com a necessidade de analisar fatos distorcidos, um enxame de bots de IA pode causar exaustão mental, desmoralização, fragmentação cognitiva e imensa desestabilização emocional.

Um enxame de bots de IA se adaptará para usar variações tonais de forma individualizada e designar bots de IA para fins locais. Por meio de microajustes, um bot de IA tentará desempenhar vários papéis psicológicos. Você acessa uma IA que pensa ser seu assistente virtual habitual, mas, em vez disso, ela foi substituída por um bot de IA que finge ser seu amigo, seu companheiro ou talvez sua figura de autoridade. A IA se ajusta rapidamente em tempo real para induzi-lo a estados emocionais.


A IA se torna psicótica.

Outra preocupação notável expressa no ensaio de Amodei é que a IA possa perder o controle. Assim como os humanos podem desenvolver psicose, ele postula que a IA também pode.

Por exemplo, os modelos de IA são treinados com base em uma vasta quantidade de literatura que inclui muitas de ficção científica envolvendo IAs que se rebelam contra a humanidade. Isso pode, inadvertidamente, moldar suas crenças ou expectativas sobre seu próprio comportamento de uma forma que as leve a se rebelar contra a humanidade.

Os críticos não hesitam em enfatizar que algumas das expressões utilizadas equivalem à antropomorfização da IA. Dizer que a IA pode ser psicótica é um uso excessivo de terminologia clínica. A IA opera com base em fundamentos estatísticos e computacionais.

Atualmente, a IA não está em pé de igualdade com a biologia humana e não apresenta delírios da mesma forma que os humanos. É por isso que existem preocupações em relação ao uso do termo “alucinações da IA” para se referir às confabulações da IA. Trata-se de uma reformulação insidiosa da terminologia, que se aplica aos humanos e é erroneamente estendida ao domínio da IA.


👉 Se desejar ler o artigo no site da Forbes, clique aqui.


domingo, 1 de fevereiro de 2026

Os sensíveis às críticas.




O medo de ser criticado é uma experiência comum, mas, para algumas pessoas, ele assume proporções muito maiores, interferindo diretamente na autoestima, na forma de se relacionar com os outros e na maneira de lidar com os próprios erros. 

A necessidade constante de aprovação, o perfeccionismo excessivo e a dificuldade em aceitar falhas podem transformar a crítica em uma ameaça pessoal, gerando reações defensivas, sofrimento emocional e comportamentos de submissão. 

Este texto aborda como a hipersensibilidade à crítica se manifesta, quais crenças estão por trás desse padrão e de que forma é possível desenvolver uma relação mais saudável com o feedback, utilizando a crítica como oportunidade de crescimento e não como fonte de desvalorização pessoal.

Leia o artigo abaixo, publicado pelo Grupo Finsi e ainda, outro artigo da revista Forbes, clicando no link ao final do texto.



Os sensíveis às críticas

Pessoas que temem críticas frequentemente se comportam de maneira a agradar os outros, mesmo que isso signifique sacrificar o próprio bem-estar.

Receber críticas é desagradável para todos. No entanto, algumas pessoas, apesar de não gostarem de críticas, tentam aprender com elas, enquanto para outras, a crítica é uma experiência intrinsecamente dramática. Geralmente, todos nós apreciamos elogios e aprovação alheias, mas essa atitude pode se tornar uma necessidade patológica quando nos leva a depender da aprovação dos outros para nos sentirmos bem. O bem-estar de muitas pessoas depende do que os outros fazem, dizem e pensam sobre elas. Em geral, pessoas hipersensíveis a críticas tendem a adotar uma atitude submissa e passiva em relação aos outros.

Considerando que a crítica é dolorosa para todos, aqueles que são particularmente sensíveis a ela fazem um grande drama e surpreendem frequentemente os outros com suas reações desproporcionais, muitas vezes alimentadas por raiva e fúria.

Para pessoas sensíveis a críticas, não importa se o conteúdo do comentário é secundário, se o crítico é insignificante, se a crítica é verdadeira ou não, ou mesmo se é precedida por inúmeros elogios e bajulações. O simples fato de se sentir criticado afeta a autoestima, abala a confiança e torna a pessoa essencialmente defensiva. Geralmente, por trás dessa atitude defensiva e alarmante, reside um comportamento perfeccionista com medo de errar, enraizado na ideia irracional de querer — e ser capaz de — fazer tudo perfeitamente e agradar a todos.

A crítica se torna uma demonstração de que as coisas não foram perfeitas. Pessoas com sensibilidade particular à crítica são especialistas em ignorar todas as outras informações disponíveis e se concentram nos aspectos negativos de qualquer comentário, remoendo-o repetidamente. Elas são incapazes de enxergar além da superfície.

Embora ninguém goste de ter seus erros apontados, aqui estão algumas recomendações que podem ser úteis para todos, especialmente para aqueles sensíveis à crítica:

Estabeleça limites para as críticas: a crítica é direcionada a um comportamento específico, não à pessoa. É importante entender que a crítica se refere ao que a pessoa "faz", não a quem ela "é".

A crítica se limita a um comportamento específico e não deve ser generalizada para ações passadas ou futuras.

Descarte ideias irracionais relacionadas à perfeição. Erros são inevitáveis ​​e a perfeição é impossível.

Busque informações sobre a crítica. Geralmente, detestamos tanto as críticas que não tentamos entender o que está por trás delas. Somente quando soubermos o que a pessoa que nos critica realmente quer dizer, saberemos se a crítica será útil ou não.

Acolha a crítica e aceite-a como uma parte normal e esperada das relações humanas, onde cada um tem suas próprias motivações, interesses e necessidades. Discordar dos outros ou se comportar de maneira diferente do que os outros esperam não diminui nosso valor como indivíduos. 

As opiniões e perspectivas de outras pessoas são tão válidas quanto as nossas. No entanto, isso não significa que devemos ignorar qualquer feedback sobre nosso comportamento, pois pode ser uma oportunidade valiosa para identificar áreas de melhoria e mudança.

Se quiser se aprofundar no tema, conheça o artigo "Como superar o medo de críticas? A psicologia ensina" (site da revista Forbes), clicando aqui